Abilio Brunini rompe com aliança PL-MDB e anuncia que não apoiará Wellington Fagundes ao Governo de MT

Abilio Brunini rompe com aliança PL-MDB e anuncia que não apoiará Wellington Fagundes ao Governo de MT
CUIABÁ (MT) – O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) anunciou neste domingo (2) que não apoiará uma eventual candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A decisão foi tomada após a confirmação da aliança entre o PL e o MDB no Estado.
O acordo, anunciado pela presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, prevê Wellington Fagundes como candidato ao Governo, enquanto Janaina Riva e o deputado federal José Medeiros (PL) disputariam as duas vagas ao Senado.
Em publicação nas redes sociais, Abilio afirmou que não pretende dividir o mesmo palanque com integrantes do MDB, alegando que muitos deles estiveram em lados opostos ao PL nas eleições municipais de 2024.
> "Não estarei com o MDB. Não posso ser incoerente", escreveu o prefeito.
Críticas ao MDB
Na manifestação, Abilio citou o deputado estadual Eduardo Botelho, seu adversário na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, afirmando que o parlamentar, hoje filiado ao MDB, faz críticas tanto a ele quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O prefeito também mencionou outros nomes do MDB que enfrentaram candidatos do PL nas últimas eleições municipais, como Thiago Silva, em Rondonópolis; o ex-prefeito Léo Bortolin, em Primavera do Leste; e Kalil Baracat, em Várzea Grande.
Além disso, Abilio lembrou da vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, que deixou o Novo para ingressar no MDB, afirmando que ela também passou a criticá-lo e ao ex-presidente Bolsonaro.
Cenário político
A declaração evidencia um possível racha interno dentro do PL em Mato Grosso e aumenta a incerteza sobre a consolidação da aliança com o MDB para as eleições de 2026. O posicionamento de Abilio pode influenciar setores do eleitorado conservador e provocar novos desdobramentos nas articulações políticas para a sucessão estadual.
A expectativa agora é pela reação das lideranças do PL e do MDB diante da manifestação pública do prefeito da capital.
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